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Até lá, bons sonhos
É difícil para o ser humano se imaginar como um ser primitivo. A vida em sociedade projetou uma bela maquiagem sobre a forma como nos enxergamos como espécie. Entretanto, instintivamente, não somos diferentes dos nossos antepassados longíquos. Na verdade, somos quase os mesmos. O que me faz lembrar disso é que o coração dispara e a adrenalina ainda corre em nossas veias quando a ansiedade bate. As vezes acontece antes de dormir. A cabeça viaja nos problemas, nas coisas a se
há 24 minutos


Quero falar sobre a Copa do Mundo
O que acontece com as brasileiras e os brasileiros a cada 4 anos que faz todo mundo parar, vestir a camisa do Brasil e sofrer diante da TV? Se fôssemos pensar de modo racional, todos os problemas envolvendo convocação, contusões, corrupção e bets deixariam bem claro que o Brasil tinha pouquíssimas chances de ser hexa. Mas por que, então, passado o primeiro jogo, todos nós nos sentíamos com a taça na mão? Será que existe mesmo a Pátria de chuteiras? Tantas perguntas e nenhu
9 de jul.


A DELICADEZA DO QUE SE REPETE
Assistir a Dias Perfeitos¹ é como abrir uma fresta no cotidiano e descobrir que o banal carrega o extraordinário. Hirayama, o protagonista, limpa banheiros públicos em Tóquio. O trabalho repetitivo, aparentemente insignificante, revela-se um ritual quase sagrado. A cada vaso sanitário polido, há uma espécie de retorno ao gesto mínimo, à precisão do detalhe, como se a vida pudesse se sustentar em pequenas eternidades. Como se cada movimento repetido dissesse que existir também
3 de jul.
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